As mulheres vitimizadas têm, por norma, características de personalidade passiva, dependência em diferentes níveis (económico, emocional) e apresentam baixa auto-estima.
"As crianças são também vítimas mesmo que não sejam directamente objecto de agressões físicas: ao testemunharem a violência entre os pais, as crianças iniciam um processo de aprendizagem da violência como um modo de estar e de viver e, na idade adulta, poderão reproduzir o modelo, para além de que a violência lhes provoca sofrimento emocional e os correspondentes problemas". (Machado e Gonçalves, 2003)
O autor do crime é na sua maioria do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos de idade, encontra-se numa relação marital e com um grande nível de empregabilidade. Pratica o crime de violência doméstica de forma continuada. (Relatório de estatística, APAV, 2008).
Segundo Costa, 2003, geralmente, o agressor apresenta algumas características comuns: alcoolismo; baixa auto-estima; experiência com maus-tratos; depressão; progressão da violência (a agressividade vai aumentando gradualmente, ao ponto de a violência, ao atingir o limiar físico, se juntar à violência psicológica); e precocidade (surgem algumas reacções durante a juventude, como que predizendo o que vai suceder no futuro). "Vistos de fora, os agressores podem parecer responsáeis, dedicados, carinhosos e cidadãs exemplares". (Machado e Gonçlves, 2003)
O agressor sente-se muitas vezes culpado, prometendo melhorias comportamentais em relaçã ao futuro. No entanto, "não consegue modificar-se e, em consequêcia, renova o sentimento de culpabilidade, bebe e passa a agredi-la". (Costa, 2003) . Quase metade das vítimas que recorreram à APAV não registavam qualquer tipo de dependência.

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